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Falsos fiscais matam empresário em assalto e são presos com R$ 186 mil

Falsos fiscais matam empresário em assalto e são presos com R$ 186 mil

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Por Mendes Aguiar - 17 de julho de 2026

CAMPINA DO MONTE ALEGRE/SP — Uma ação rápida das polícias Civil e Militar resultou na prisão em flagrante de dois homens, de 45 e 54 anos, poucas horas após cometerem um latrocínio na manhã desta terça-feira (14 de julho de 2026).

Disfarçados de agentes da Vigilância Sanitária, os criminosos invadiram uma residência, assassinaram o empresário Rogério Ferreira Silva, de 46 anos, e fugiram com R$ 186 mil em espécie.

De acordo com o boletim de ocorrência, os assaltantes chegaram à propriedade rural da família utilizando coletes e identificações falsas. Sob o pretexto de realizar uma inspeção sanitária de rotina, eles renderam inicialmente a mãe da vítima.

Pouco tempo depois, Rogério — proprietário de uma madeireira — chegou e foi surpreendido pelos criminosos. Durante a abordagem, o empresário foi baleado no peito. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu antes da chegada do socorro. Os assaltantes fugiram de carro levando uma mochila com o dinheiro.

O alerta do crime mobilizou as forças de segurança. Com as características do veículo dos suspeitos, viaturas da Polícia Militar iniciaram um cerco eletrônico e visual nas principais rotas de fuga.

A interceptação ocorreu na Rodovia Raposo Tavares (SP-270). Durante a abordagem, os policiais revistaram o automóvel e encontraram:

R$ 186 mil em notas de dinheiro vivo - Duas armas de fogo - Munições - Celulares e os disfarces usados na ação.

Os nomes dos autores não foram divulgados oficialmente pelas autoridades para preservar o andamento das investigações. No entanto, a polícia informou que a dupla é natural de Sorocaba (SP)O suspeito de 45 anos possui passagens na polícia desde 1991 e já cumpriu mais de 15 anos de prisão, o de 54 anos já acumulou mais de 19 anos.

Em audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (15 de julho), a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, garantindo que permaneçam detidos por tempo indeterminado durante a tramitação do processo.

O delegado, Franco Augusto Costa Ferreira, afirmou que os criminosos tinham "informações privilegiadas" sobre a rotina de Rogério e a existência da alta quantia em dinheiro na casa. Os celulares apreendidos passarão por perícia técnica para rastrear as últimas comunicações dos executores.

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