Pegadinha - 'Assalto de brincadeira' termina com um morto e outro baleado por policial
Uma suposta "pegadinha" entre amigos de trabalho terminou em tragédia na tarde de segunda-feira (13), na Avenida Sapopemba em São Paulo. O que deveria ser apenas um susto resultou na morte de um homem de 36 anos e deixou outro de 21 anos ferido, ambos baleados por um policial civil de folga que presenciou a cena e acreditou se tratar de um crime real.
O caso aconteceu em frente a uma loja de comércio de veículos e gerou grande repercussão sobre os riscos de simulações em um cenário de segurança pública fragilizado.
O boletim de ocorrência registrado no fala que as duas vítimas trabalhavam em um lava-rápido que presta serviços terceirizados para a concessionária. Por volta das 12h, a dupla chegou ao local a bordo de uma motocicleta.
O jovem de 21 anos, que estava na garupa, anunciou o assalto aos gritos aos funcionários que estavam no pátio e colocou a mão sob a camisa, simulando estar armado. O objetivo, segundo testemunhas, era pregar uma peça nos colegas de trabalho.
O que os rapazes não sabiam que um policial civil de 31 anos estava dentro do estabelecimento, negociando um veículo. Diante do anúncio e da menção de que o homem na garupa estaria armado, o agente interveio imediatamente e efetuou quatro disparos contra os dois homens.
Logo após os tiros, funcionários da loja avisaram desesperadamente ao policial que os motociclistas eram, na verdade, conhecidos do estabelecimento e que tudo não passava de uma brincadeira.
Os dois homens foram levados conscientes ao Hospital Estadual Vila Alpina onde o homem de 36 anos morre. O de 21 anos, atingido no abdômen, permanece estável.
O caso foi registrado como lesão corporal decorrente de intervenção policial e legítima defesa e o policial liberado.
Juridicamente, a conduta do agente é avaliada sob o conceito de legítima defesa putativa — que ocorre quando o indivíduo, diante das circunstâncias visíveis, acredita piamente estar repelindo uma agressão injusta e iminente.









