Morre ex-zagueiro da Seleção Canarinho
Por Mendes Aguiar – 12 de junho de 2026
O ex-zagueiro Brito, que atuou pela Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1966 e 1970, morreu aos 86 anos. O ex-jogador estava internado desde o dia 13 de maio no Hospital Casa Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro, para o tratamento de uma pneumonia, e faleceu na última quinta-feira (11).
Nascido Hércules Brito Ruas, o ex-atleta começou a sua carreira profissional no Vasco da Gama, seu time do coração. Depois de uma rápida temporada emprestado ao Internacional, assumiu a posição de titular no clube carioca em 1960, com a grande responsabilidade de substituir Bellini, capitão e bicampeão mundial com a Seleção Brasileira.
No clube de São Januário, Brito permaneceu por dez anos, sagrando-se campeão do Torneio Rio-São Paulo em 1966. Naquele mesmo ano, o defensor fez parte do grupo brasileiro convocado para a Copa do Mundo da Inglaterra, sendo escalado como titular na partida contra Portugal, na qual a Seleção acabou eliminada ainda na fase de grupos.
Em nota oficial, o clube cruzmaltino lamentou profundamente a perda do ex-jogador:
“Com o mais profundo pesar, recebemos a notícia do falecimento de Brito, um dos maiores zagueiros da história do Vasco da Gama. Hércules Brito Ruas tinha 86 anos, era vascaíno de berço e foi revelado em São Januário. Com a Cruz de Malta, disputou 405 jogos e anotou 11 gols, em duas passagens: 1957 e de 1959 até 1969. Conquistou o Torneio de Paris de 57 e o Rio-São Paulo de 66. Suas atuações e seu porte físico o levaram para a Seleção Brasileira, a qual defendeu em duas Copas do Mundo: 1966 e 1970, de onde saiu com o Tri-Mundial. Obrigado por tudo, ídolo! Descanse em paz”, homenageou o Vasco.
Em 1969, Brito foi negociado com o Flamengo. No ano seguinte, convocado para a Copa do Mundo de 1970, realizada no México, o zagueiro foi titular absoluto em todos os jogos da histórica conquista do tricampeonato do Brasil, destacando-se pelo excelente preparo físico nos gramados de alta altitude.
Brito formou a icônica linha de defesa do Brasil ao lado de Piazza. Juntos, sob o comando do técnico Zagallo, foram campeões mundiais com a goleada por 4 a 1 sobre a Itália no lendário Estádio Azteca, na Cidade do México — o mesmíssimo palco onde as seleções do México e da África do Sul abriram oficialmente o Mundial de 2026 nesta quinta-feira, 11 de junho.









