Orelhões estão com os dias contados
Por Mendes Aguiar – São Carlos/SP, 20 de janeiro de 2026
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Os tradicionais orelhões, símbolo da comunicação popular no Brasil desde os anos 1970, estão com os dias contados. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou que os últimos aparelhos serão retirados de circulação até o fim de 2028, marcando o encerramento definitivo de uma era.
Introduzidos em 1972, os orelhões foram projetados pela arquiteta Chu Ming Silveira e chegaram a somar mais de 1,5 milhão de unidades espalhadas pelo país. Durante décadas, foram essenciais para garantir acesso à telefonia em áreas urbanas e rurais, funcionando como uma contrapartida obrigatória das concessionárias de telefonia fixa.
Com o avanço da telefonia móvel e da internet, o uso dos orelhões caiu drasticamente. Hoje, restam cerca de 30 mil aparelhos ativos, muitos deles em cidades pequenas ou regiões sem cobertura adequada de celular.
O fim dos orelhões está diretamente ligado ao encerramento dos contratos de concessão da telefonia fixa em dezembro de 2025. A partir de então, as operadoras não são mais obrigadas a manter a infraestrutura desses telefones públicos. Em contrapartida, deverão investir em banda larga e telefonia móvel, ampliando o acesso à comunicação digital.
Segundo a Anatel, os aparelhos só permanecerão em funcionamento em locais onde não há rede móvel disponível — e apenas até 2028. Depois disso, serão completamente extintos.
Impacto e memória
Símbolo urbano: os orelhões marcaram presença em praças, ruas e rodoviárias, tornando-se parte da paisagem brasileira.
Acessibilidade: foram fundamentais para populações de baixa renda, garantindo comunicação acessível.
Fim de uma era: a retirada definitiva representa a transição para um país totalmente conectado por celulares e internet.
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